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sexta-feira, 14 de maio de 2010

O QUE É ANGOSTURA?


Angostura é uma bebida amarga, aromática que é usada no preparo de coquetéis clássicos e em algumas receitas de cozinha. Embora seja um bitter, não é daqueles convencionais para se beber com gelo. Ao contrário, seu uso é limitado a algumas gotas para adicionar aroma e sabor em drinks, sopas, saladas, peixes e em geral.
O que faz a Angostura tão importante para merecer tanto cuidado é o fato de ser um produto sem similar e elaborado com fórmula secreta.
Sua composição mencionada no rótulo, "uma preparação aromática de água, álcool, genciana e extratos vegetais inofensivos para dar sabor e cor ao produto".
O amargo aromático Angostura foi preparado, pela primeira vez, em 1824 pelo médico alemão Dr. Johann Gottlieb Benjamim Siegert. Nessa época o Dr. Siegert era o cirurgião responsável pelo hospital militar do General Simon Bolívar. Lá, os valentes soldados se queixavam muito de cólicas estomacais. Após quatro anos de experiências, o médico desenvolveu um tônico mágico, um fermentado de ervas e raízes tropicais, cascas, água e álcool que pareceu resolver o problema. Ele o chamou de Amargo Aromático Angostura em homenagem à cidade de Angostura, hoje Ciudad Bolívar. Siegert morreu em 1870, mas não antes de partilhar a fórmula secreta com seus filhos. Devido ao clima político instável no país, os irmãos se transferiram para Port-of-Spain em Trinidad, onde a fábrica permanece até hoje. Depois de várias mudanças no controle acionário, porém sempre com a participação dos descendentes diretos do Dr. Siegert, a empresa tornou-se publica em 1981.
Nas principais Exposições Internacionais, a Angostura recebeu o mais alto reconhecimento. Devido ao seu sabor e aroma deliciosos, tornou-se extremamente popular ao redor do mundo.
Sua graduação alcoólica é 44,7% vol.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

HISTÓRIA DO CHOPP DE VINHO


Em junho de 2002, o empresário fundador se deparou com o "chopp de vinho" em uma festa junina. Juntamente com sua esposa, eles acreditaram que essa poderia vir a ser a maneira brasileira de se beber vinho. Depois de breves testes em seu restaurante, a decisão por investir no produto foi um pulo: daí em diante, nasceram a empresa Alpha Vinho e o Chopp de Vinho Autêntico, em 2003, no cenário das bebidas.
O produto passou a receber investimentos, e logo é produzido em larga escala, pela Cooperativa Vitivinícola Forqueta. Foram necessários dois anos de pesquisas para se chegar ao sabor e a cremosidade que hoje encontramos no Chopp de Vinho Autêntico.
Ao longo destes anos de existência, a Alpha Vinho inovou o mercado de bebidas, criando um novo hábito de consumo principalmente entre jovens e mulheres. Produto único, novo e inigualável, o Chopp de Vinho Autêntico puro e refrescante é um novo conceito em bebida, que chegou para ficar.
O chopp, (do alemão Schoppen, "copo de meio-litro", pelo francês chope) bebida servida sob pressão, de vinho, o mesmo líquido que a cerca de 6 mil anos sauda a humanidade. Autêntico, 100 % vinho. Não se trata de um chopp comum, nem mistura de cerveja com vinho ou groselha!
O teor alcoólico deste produto é de 7% e sua validade é de seis meses após a fabricação (apresentação do produto em barril) e de quatorze meses no caso da long neck.
O produto é uma bebida refrescante e natural, elaborada com as melhores uvas do tipo Isabel, Bordeaux (tinto) e Moscato (branco), cultivadas na região sul do país, a mais importante região produtora de vinho do Brasil. A seleção destas uvas, bem como seu processo de envelhecimento, resulta em um vinho frisante com um creme que torna esta bebida deliciosa e única.
Criado para aguçar o paladar dos apreciadores de uma boa bebida, o CHOPP DE VINHO AUTÊNTICO traz a refrescância que um país tropical requer aliado à sofisticação de um excelente vinho.

Fonte: http://www.choppdevinhoautentico.com.br

HISTÓRIA DO THE VESPER


The Vesper, uma adaptação do tradicional Dry Martini que está nas telonas sendo degustado por Daniel Craig, o James Bond em "Cassino Royale". A bebida orginal era uma marca do agente secreto que, desde 1962, em "007 Contra o Santânico Dr. No", seu primeiro filme, pedia o drink ao barman "shaken, not stirred", "batido, não misturado", em bom português. Na fita que está em cartaz nos cinemas, em meio a um tenso jogo de pôquer, Bond pede um Dry Martini diferente com "três doses de Gordon's, uma de vodca, meia de Kina Lillet, batidos e servido com uma rapa fina de casca de limão siciliano". Os outros jogadores, curiosos, resolvem experimentar a novidade e desviam a atenção do vilão, Le Chiffre.
Vésper Lynd, a bond-girl do filme, deu origem ao nome da bebida.

Trecho do livro Cassino Royale
“A dry martini,” [Bond] said. “One. In a deep champagne goblet.”
“Oui, monsieur.”
“Just a moment. Three measures of Gordon’s, one of vodka, half a measure of Kina Lillet. Shake it very well until it’s ice-cold, then add a large thin slice of lemon peel. Got it?”
“Certainly, monsieur.” The barman seemed pleased with the idea.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HISTÓRIA DA CERVEJA


Antiguidade
Os primeiros indícios da fabricação da cerveja foram encontrados na Mesopotâmia, atual Oriente Médio. Em 3500 a.C, entre os rios Tigres e Eufrates, nossos ancestrais já consumiam um líquido alcoólico resultante da fermentação de cereais misturados em água.
Os sumérios e os babilônios foram os primeiros a deixar para as gerações posteriores um registro de como se fabricava a bebida, a Pedra Azul, hoje exposta no Museu do Louvre, em Paris. Esses povos mesopotâmicos fabricavam cerca de 20 tipos de cerveja. A principal era chamada de Sikaru e servida para honrar os deuses e alimentar doentes.
No Egito a cerveja passou a ser produzida em larga escala. Construtores das pirâmides eram recompensados com a bebida após o trabalho. Um papiro, datado de 1.000 a.C falava de dois tipos: Dizythum (mais forte) e Busa (mais fraca).
Escavações arqueológicas encontraram cestas cheias de cereais ao lado de tesouros de faraós. No Templo do Sol, da Rainha Nefertite, foi descoberta uma cozinha onde se fazia cerveja com cevada, que ainda é o principal malte na fabricação das bebidas de hoje.
Outros povos antigos também apreciavam a cerveja e há registros da bebida em inscrições e lendas. Em alguns casos, a bebida chegou a dividir a preferência popular com o vinho. Contudo, nos lugares onde o cultivo da uva era difícil ou incipiente, a cerveja reinou absoluta. No tempo de Cristo, historiadores romanos já registravam 195 diferentes tipos da bebida.
Bebidas alcoólicas feitas da fermentação de cereais e outras plantas também eram conhecidas em outras partes do mundo. Na África usavam o sorgo e o milheto. Os chineses, por sua vez, faziam cerveja de arroz. Já os índios brasileiros fermentavam mandioca.
Porém, o processo que originou a cerveja conhecida atualmente foi aquele desenvolvido no Egito. Ele chegou à Europa no alvorecer da Era Cristã, levado pelos conquistadores romanos. No século I d.C., a cerveja já era produzida pelos antepassados dos alemães e dos franceses e logo alcançou outras regiões do continente.
Idade Média
A Idade Média não foi totalmente um período de “trevas” e teve também teve seus momentos iluminados.
Nesta época, por conta da falta de saneamento nos centros urbanos, a água era poluída. A cerveja, livre de germes, era, portanto, uma bebida mais segura para consumo e era parte importante da dieta.
No século XII, a cerveja começou a ser produzida nos mosteiros e teve o lúpulo, uma planta trepadeira da Europa, incluído em sua receita. Esta “inspiração divina” dos monges não só deu à bebida seu sabor ligeiramente amargo, como cumpriu a função de conservante natural. Com vida útil mais longa, a cerveja se disseminou pela Europa.
1500
Estudiosos afirmam que por volta de 1500 o consumo de cerveja per capita anual na Europa ultrapassava os 300 litros.
Até mesmo William Shakespeare – o célebre poeta e dramaturgo inglês – rendeu-se aos encantos da cerveja. Em sua obra ele cita 14 vezes a palavra “Ale” e cinco vezes “beer”.
A Reinheitsgebot, ou Lei da Pureza, foi proclamada em 23 de abril de 1516, na Alemanha. Ela definia que apenas quatro insumos deveriam estar presentes na fabricação da cerveja: água, o malte, o lúpulo e o fermento.
1600
O consumo da cerveja entrou em declínio a partir de 1650. Os impostos aumentaram e a qualidade caiu. Ao mesmo tempo, surgiam outras opções de bebida: o café, o chá e o gim.
Mesmo assim, muitos permaneceram fiéis à cerveja. Com isso, foi dada continuação à tradição cervejeira, foram criadas novas tecnologias e as bebidas ganharam sabores regionais. Entre os países mais destacados estão a Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Áustria, Inglaterra, Irlanda e República Tcheca.
1800
A cerveja passou a ser largamente difundida no Brasil com a chegada da família real portuguesa, em 1808. Mas D. João VI, um notório apreciador da bebida, não gostava das loiras geladas. Ele gostava mesmo era das “morenas”: cervejas escuras e encorpadas, típicas da Inglaterra.
A segunda metade do século XIX teve importantes descobertas para a indústria cervejeira. A pedido de cervejeiros e vinicultores franceses, o químico Louis Pasteur investigou o que fazia suas bebidas azedarem. A pesquisa rendeu a descoberta do processo de Pasteurização, empregado até hoje.
O micologista dinamarquês Emil Hansen, por sua vez, foi o primeiro a isolar células de fermento e reproduzi-las. A fermentação, até então, era um processo ainda não totalmente compreendido pelos fabricantes de cerveja.
1900
A ciência cervejeira surgiu de fato a partir do século XX. O processo de fabricação foi dominado e as tecnologias avançaram. Houve aprimoramento no controle de qualidade de leveduras, matérias-primas e do produto final. Tudo para atender consumidores que buscam qualidade, variedade e preços.

Fonte: Ambev - http://www.ambev.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

HISTÓRIA DA CACHAÇA


A cachaça, caninha, pinga, ou canha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira, mas de origem Africana. O nome tem origem da palavra africana (actual Zambia) )Kachasu de onde os europeus levavam o açúcar antes de começarem a produzi-lo no Novo Mundo. Já nessa altura os africanos produziam, a partir do melaço, esta bebida espirituosa. Por analogia também se chamava – cachaza – ao chamado vinho de borra, um vinho inferior produzido principalmente em Espanha. Os Portugueses adoptaram o termo - cachaça - quando passaram a produzi-la nas suas colónias Sul-Americanas.
cachaça é um produto genuinamente brasileiro descoberto entre 1534 e 1549, durante o processo de produção do açúcar. A história da cachaça tem origem nos primeiros anos de colonização portuguesa.
A cultura da cana-de-açúcar foi iniciada no Brasil em 1532 e teve grande importância já que o açúcar se tornava o principal produto de exportação brasileira. Inicialmente, a cachaça era uma bebida fermentada a partir da espuma que boiava nos tachos onde o suco da cana era fervido para a fabricação do açúcar. Para purificá-lo, a espuma era retirada e servida aos animais com o nome de cagaça. A evolução de cagaça para cachaça não demorou, pois quando recolhida em potes, fermentava ganhando teores alcoólicos
Em 1572, os alambiques de cana-de-açúcar já estavam presentes em praticamente todos os engenhos do Brasil. Com as evoluções do comércio da cachaça, cresciam também as tentativas de impedir a produção e venda da bebida brasileira. Os holandeses foram expulsos do Brasil em 1654 e levaram a cultura da cana para as Antilhas, onde o desenvolvimento deste cultivo produziu outra bebida, destilada a partir do melaço da cana chamada rum.
Até meados de 1850, a cachaça foi consumida como símbolo de resistência à dominação colonial, demonstração de nacionalismo e brasilidade contra as bebidas estrangeiras, particularmente o vinho e a bagaceira portugueses. A partir de 1850 a cafeicultura fixou-se como um novo setor social no Brasil, e o poder e fortuna decorrentes dela substituíram os rudes hábitos rurais, dando preferência a produtos estrangeiros, com o objetivo de portar-se como europeu.
No decorrer do século XX, importantes figuras intelectuais destacaram a importância cultural, econômica e histórica da cachaça para o Brasil, destacando sua presença na literatura, na música e no folclore do país. Desde então, diversos acontecimentos têm contribuído para a extinção do preconceito contra a cachaça, como o reconhecimento da importância da cachaça pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil.
Atualmente, a bebida tem apresentado crescimento no mercado internacional e consolida-se como o terceiro maior destilado do mundo. No Brasil são mais de cinco mil marcas e 30 mil empresas caracteristicamente familiares, regionais e, muitas vezes, de pequeno porte. O volume anual produzido está em torno de 1,3 bilhão de litros, segundo dados da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE).
As exportações de cachaça estão em torno de 15 milhões de litros, apresentam um crescimento médio anual de 10% e devem fechar a década ultrapassando o volume previsto de 42 milhões de litros. Comparado à produção, o volume exportado ainda é pequeno, porém, com grande potencial dado o sucesso da bebida no mundo.